Presidente do Internacional alerta Palmeiras sobre parceria com a Crefisa: “Uma hora a conta chega”

Presidente do Internacional alerta Palmeiras sobre parceria com a Crefisa: “Uma hora a conta chega”

O presidente do Internacional, Marcelo Medeiros, foi convidado do programa de Paulo Brito, apresentador da RBS TV, no último final de semana, e comentou sobre as negociações do clube. Em mais de uma

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O presidente do Internacional, Marcelo Medeiros, foi convidado do programa de Paulo Brito, apresentador da RBS TV, no último final de semana, e comentou sobre as negociações do clube. Em mais de uma hora de discussão, o mandatário negou que tenha recebido propostas, nem mesmo o jovem Rodrigo Dourado, campeão olímpico com a seleção na Rio 2016. Só que a discussão do tema foi tamanha que gerou comparação com outros clubes do país, como o Palmeiras.

Medeiros disse que o Verdão hoje é o único clube brasileiro que tem o poder de barrar uma possível venda ao exterior pela parceria com a Crefisa. Vale lembrar que, só em 2017, o Alviverde gastou mais de R$ 100 milhões em reforços – só com Miguel Borja, foram 33 milhões na época da transação.

“Tem um parceiro econômico muito forte, que tira o Palmeiras da curva. Mas essa conta uma hora chega (…) dinheiro demais atrapalha”,alertou o presidente do Inter, lembrando também que a força da patrocinadora já provocou rusgas no Conselho Deliberativo do clube paulista – Leila Pereira, mandatária da Crefisa, foi eleita para o grupo, mas rompeu com o ex-presidente Mustafá Contursi.

Em setembro do ano passado, a Receita Federal multou a patrocinadora do Palmeiras em mais de R$ 30 milhões referentes ao investimento em contratações entre 2015 e 2016. O órgão entendia que a operação para a aquisição de reforços exigia tributação sobre o valor total. Mas os valores desembolsados pela Crefisa não eram tributados, porque apareciam como despesa.

Quando o atleta fosse vendido, o Palmeiras repassava à patrocinadora exatamente o valor aportado. Se o atleta saísse de graça ao fim do contrato ou se fosse vendido por menos do que custou, o prejuízo seria da empresa. Agora, os valores colocados pela Crefisa são denominados “empréstimos”, cabendo ao clube assumir os riscos das operações.