A calúnia dos petistas sobre Sérgio Moro ter gerado desemprego

A calúnia dos petistas sobre Sérgio Moro ter gerado desemprego

Lula e os gênios do PT resolveram então criar uma versão na qual o juiz federal Sérgio Moro seria o maior culpado pela onda de demissões que varreu mais de 300 mil postos de trabalho em empresas terceirizadas.

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Uma das mais vergonhosas narrativas dos petistas sobre a quebradeira na Petrobras diz respeito ao número de demissões causadas pela má gestão das administrações petistas na estatal.

O problema é que a maioria das pessoas bem informadas sabem que foi a própria
diretoria executiva da companhia aprovou a revisão do plano de desinvestimento
– termo técnico para a venda de ativos, projetos, negócios e propriedades de
uma empresa – para o biênio 2015 e 2016.

Já no segundo anúncio de desinvestimentos, a empresa cortou US$ 13,7 bilhões em
projetos previstos para os dois anos. A mudança é significativa em relação ao
plano anterior, divulgado em fevereiro de 2015 – antes da renúncia da
ex-presidente Graça Foster –, que previa desinvestimentos de US$ 5 bilhões a
US$ 11 bilhões entre 2014 e 2018.

A petroleira enfrentava alta no endividamento e dificuldades de caixa para
financiamento de seus novos projetos. O endividamento líquido da companhia
saltou de um patamar de R$ 100 bilhões no início de 2012 para mais de R$ 260
bilhões no final de setembro de 2014.

"Este plano faz parte do planejamento financeiro da Companhia que visa à
redução da alavancagem, preservação do caixa e concentração nos investimentos
prioritários, notadamente de produção de óleo e gás no Brasil em áreas de
elevada produtividade e retorno", afirmou a estatal em comunicado ao
mercado.

Na ocasião, a petroleira afirmou ainda que alterações em variáveis de mercado
podem fazer com que a empresa mude a meta. "Ressaltamos que o valor
aprovado de US$ 13,7 bilhões é a melhor estimativa da Petrobras. No entanto,
ela é sensível a variáveis de mercado, tais como a cotação do barril de
petróleo tipo Brent, taxa de câmbio, crescimento econômico brasileiro e
mundial, dentre outras."

Consumo em queda, preço internacional em queda geraram perdas de lucros.
Nenhuma relação com a Lava Jato.

De acordo com o balanço não auditado do 3º trimestre do ano de 2015, a
Petrobras teve uma queda no lucro líquido na ordem de 22% frente ao mesmo
período de 2014 e de mais de 55% em relação a 2013.

Na verdade, os esquemas de corrupção do PT na estatal geraram perdas de
ativos na ordem R$ 88,6 bilhões até aquele ano de 2015. Somou-se a isso a queda
da cotação do barril do petróleo no mercado internacional. Um combinação de
fatores que culminaram na decisão da Petrobras de cancelar a construção de duas
refinarias (Premium I e Premium II) nos estados do Maranhão e Ceará. Segundo a
direção da estatal assumiu em março de 2013, o cancelamento dos projetos foi
motivado por fatores econômicos. Na época, o então gerente-executivo de
Programas de Investimento da área de Abastecimento da Petrobras, Wilson
Guilherme Ramalho da Silva, afirmou que “A decisão foi eminentemente
econômica. Não basta ter um projeto tecnicamente viável. Tem que ter também um
projeto de capital” e confirmou que “os dois projetos ficaram fora da
carteira de investimentos [da Petrobras]”

Posteriormente, a estatal anunciaria a paralisação de projetos do Comperj e da
Refinaria Abreu e Lima, alegando novamente motivos eminentemente econômicos.
Foi o próprio governo do PT que adotou a política de cortes de investimentos da
estatal. Todas as demissões ocorreram durante o governo Dilma. Culpar o juiz
Sérgio Moro pela roubalheira do PT na estatal, pela gestão temerária da
companhia e pela queda na cotação do petróleo no mercado internacional é
covardia.


Somente no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí,
forma 38 mil demissões entre 2014 e 2015, segundo informou o Sindicato dos
Trabalhadores Empregados nas Empresas de Manutenção e Montagem Industrial de
Itaboraí (Sintramon). Não foi por acaso que o ex-presidente Lula foi barrado
pela polícia militar de realizar um comício dentro do complexo no mês de
novembro, quando menos de 200 sindicalistas ligados a CUT compareceram ao ato
vergonhoso.