Vila Valqueire

Vila Valqueire

Vila Valqueire é um bairro localizado na Zona Oeste do Rio de Janeiro pertencente à região de Jacarepaguá, situado entre a Zona Norte e a região do Realengo, também Zona Oeste. Limita-se com os

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Vila Valqueire é um bairro localizado na Zona Oeste do Rio de Janeiro pertencente à região de Jacarepaguá, situado entre a Zona Norte e a região do Realengo, também Zona Oeste.

Limita-se com os bairros de Praça Seca, Tanque, Campo dos Afonsos, Jardim Sulacap, Bento Ribeiro, Marechal Hermes, Oswaldo Cruz e Campinho.[4]

Seu IDH, no ano 2000, era de 0,904, o 24º melhor da cidade do Rio de Janeiro.[5]

Índice [esconder]
1 História
2 Problemas
3 Ver também
4 Referências
5 Ligações externas
História
A razão do nome desse bairro tem duas vertentes: Uma é que, no passado, foi o belo engenho denominado V alqueire (V = 5 em Romano), ou seja, 5° Alqueire depois que se tornou Vila Valqueire. O Engenho do V alqueire teve como um dos seus últimos ocupantes, Francisco Teles - avô materno de Geremário Dantas nascido naquele engenho. Os herdeiros de Francisco, em 1927, lotearam e arruaram, por intermédio de uma empresa imobiliária, as terras dessa situação, dando nomes de flores às suas ruas. O bairro, em que veio a ser transformado, continuou com o título do engenho: Valqueire. Colocou-se o indicativo Vila que, na atualidade, está começando a perder porque muitas pessoas dizem apenas, Valqueire.

Em "As sesmarias de Jacarepaguá", por Raul Telles Rudge, entretanto se conta que a origem no nome veio do proprietário original do engenho que foi Antonio Fernandes Valqueire, chamando-se Engenho Valqueire, desmembrado das terras do antigo Engenho de Fora, e datado do seculo XVIII. A sede do engenho Valqueire ainda existe em ruínas. O Engenho do Valqueire teve como ocupante Francisco Teles, avô de Geremário Dantas (nascido no local). Os herdeiros de Francisco, em 1927, lotearam-no abrindo as ruas, por intermédio da Companhia Predial, dando o nome de Vila Valqueire ao novo bairro, em homenagem tanto ao ancestral Antonio Fernandes quanto ao próprio Engenho Valqueire.[6]

Além da sede do engenho que ainda existe - totalmente arruinada - a mais antiga construção é a Igreja de São Roque, próxima à Rua Quiririm que no passado era denominada Estrada do Macaco. Atravessando as terras do engenho do mesmo nome, encurtava o caminho para o do Valqueire.

A Estrada Intendente Magalhães, que é a sua principal artéria e marca seus limites com os bairros de Osvaldo Cruz, Bento Ribeiro e Marechal Hermes, já foi chamada Real de Santa Cruz, porque fazia a ligação do palácio de São Cristóvão - no tempo do Império - à Fazenda Real de Santa Cruz. Também denominada, durante muito tempo, de Rio São Paulo. Por sua demarcação muitas vezes, passou Tiradentes quando vinha de Minas Gerais ao Rio de Janeiro.

O bairro abriga a tradicional Igreja de São Roque, o Santuário daDivina Misericórdia, um dos primeiros templos católicos do país a possuir este título. Possui um comércio em franco desenvolvimento, principalmente de agência de automóveis na Estrada Intendente Magalhães.

Possui um famoso colégio tradicional: o Colégio Pentágono, localizado na Estrada Intendente Magalhães, considerado um dos melhores colégios da cidade.

Problemas
A Vila Valqueire possui um grande índice populacional. Apesar da forte verticalização sofrida nos últimos anos, é formada por predominantemente residências, em sua maioria situadas em condomínios particulares.

Devido ao aumento da frota de carros em toda cidade, principalmente nas classes emergentes, o bairro vem assistindo a um aumento de tráfego em suas vias, algumas insuficientes para suportar esse aumento, como a Rua Luiz Beltrão, pista única de acesso a Jacarepaguá, um dos maiores transtornos. Com a construção da TransCarioca no bairro vizinho, Campinho, espera-se uma melhora do trânsito com mais opções de escoamento para Barra, Jacarepaguá e Centro.

O bairro vem sofrendo nos últimos anos o aumento da violência em suas vias principais. Uma parcela considerável da população do bairro vive em condomínios fechados com segurança particular e portaria, o que não impede, na maioria dos casos, o registro de atos violentos e criminosos. Entretanto, os índices de criminalização e violência em Vila Valqueire ainda são baixos se comparados com as demais regiões do Rio de Janeiro, em especial com localidades próximas a grandes favelas. Em decorrência da instalação das UPP´s nas Zona Norte e Sul da cidade, existe um temor de que os criminosos, ora situados nestas comunidades, migrem para o pacato bairro do Valqueire e adjacências; Contudo, com a ascensão social, alguns moradores tem migrado para outros bairros como Freguesia, Recreio e Barra da Tijuca, situados na zona oeste, na macrorregião de Jacarepaguá, devido às belezas naturais, proximidade do mar e status social.

Outro problema é o abandono das praças públicas devido ao fechamento das ruas por condomínios particulares. A prefeitura alega que a manutenção dessas áreas de lazer é da administração dos condomínios, os quais consideram ser uma obrigação da prefeitura. No final, quem acaba sofrendo são os moradores locais.

Ver também
Regiões administrativas do Rio de Janeiro
Estado do Rio de Janeiro
Rio de Janeiro (cidade)



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